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O Blogue da Mafalda

Somos todos normais, até termos filhos! | Por Ana Fagundes Lourenço

O Blogue da Mafalda

Somos todos normais, até termos filhos! | Por Ana Fagundes Lourenço

Entrámos nos "terrible two"

07.08.18, Ana Fagundes Lourenço

No dia 26 de Julho festejámos o segundo aniversário da Mafalda e...a entrada nos chamados "terrible two".

A minha bebé cresceu e percebeu que é um ser autónomo e não uma extensão da mãe. Tem vontade própria e uma grande intolerância ao "não".

A fase não é propriamente uma novidade para mim pois já estagiei com os meus dois sobrinhos. O problema é quando estamos sozinhos com uma bebé que grita por tudo e por nada e não temos ninguém com quem deixá-la durante dois minutos para, sei lá!, fazermos ioga ou contarmos até mil. Não havendo alternativa, temos de contar até dois mil enquanto a criança berra.

O dia começa com "não": Não quer despir a camisa com que dormiu, não quer mudar a fralda, não quer vestir a roupa para ir para o colégio, não quer que lhe lavemos os dentes (acha que é muito independente e que trata do assunto). Uma pessoa acorda e 15 minutos depois já só pensa em emborcar uma caixa de Xanax!

 

freaking out.gif

 

E as birras propriamente ditas? Que delícia! Ouve um "não" - aquela palavra maravilhosa que deve ser usada no processo educativo - e passa-se! Em tempos desatava às cabeçadas (no chão, na porta, na parede), agora grita e deita-se no chão. Progressos, senhores. Temos progressos.

Apesar da criança estar completamente possuída pelo demónio, eu adoro-a e sei que - muito lá no fundo - ela também adora a sua mãe. O problema é esta sua maneira, digamos que peculiar, de demonstrar afectos. Confesso que ouvir berros e levar dentadas não é muito agradável.

A boa notícia é que, em princípio, isto passa. A má é que esta fase tende a durar anos.

 

 Desejem-me sorte e dêem-me sugestões de bons vinhos para me aguentar!

2 comentários

  • Olá!
    Eu sei que é uma fase. Sei, também, que vou sentir saudades desta minha Mafalda pequenina. Mas, assumo, sou uma mãe como todas as outras, cheia de falhas. Que também fica cansada, impaciente e que também grita. E que depois fica com remorsos. E chora. E tenta redimir-se.
    Mas o caminho faz-se caminhando e todos os dias são oportunidades de sermos e fazermos os outros felizes.
    Beijo.
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