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Somos todos normais, até termos filhos!

Aquele que já foi o Blogue da Mafalda | Por Ana Fagundes Lourenço

Somos todos normais, até termos filhos!

Aquele que já foi o Blogue da Mafalda | Por Ana Fagundes Lourenço

Mudanças que chegam com o ano lectivo

Nem todas as crianças reagem da mesma forma.

29.09.19, Ana Fagundes Lourenço

Estas últimas semanas ensinaram-nos que a Mafalda não sente grande entusiasmo por mudanças; pelo menos por aquelas com maior impacto no seu dia-a-dia.

Com o início do ano lectivo veio a mudança de sala. Aos 3 anos, a minha filha deixou de frequentar a creche, transitando para o jardim de infância. Estamos a falar de valências que funcionam dentro do mesmo edifício, mas em pisos diferentes. E isso foi o suficiente para a Mafalda reagir de forma menos simpática.

Se antes era uma alegria ir para o colégio, as últimas semanas foram um verdadeiro massacre: Assim que se aproximava da sala pedia colo, agarrava-se ao pescoço, chorava...enfim, um filme! Ninguém gosta de deixar um filho a chorar no colégio; eu não sou excepção.

A grande preocupação veio quando a Mafalda começou a apresentar sinais de retrocesso no seu desenvolvimento, deixando, por exemplo, de comer sozinha. A par disso, as birras voltaram em grande e nós ficámos sem saber muito bem como agir.

Pensámos sobre tudo o que pudesse estar a afectar a miúda e concluímos que a única mudança nos últimos tempos foi...a sala! Mesmas educadoras, mesmos amigos...quem diria que uma sala provocaria tamanho desconforto? Não consigo deixar de pensar como teria reagido se tivéssemos avançado com a mudança de escola, como estava previsto. 

Felizmente as coisas estão a voltar à normalidade. Sexta-feira ficou no colégio a sorrir. A sorrir! Claro que aproveitei para fugir, antes que a criança mudasse de ideias! Mas foi tão bom deixá-la feliz no colégio!

E por aí? Reacções semelhantes a este tipo de mudança?

 

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Notícias que (nos) aquecem o coração

Quando a força de vontade é maior do que o flagelo da guerra

24.09.19, Ana Fagundes Lourenço

Aproveitem os vossos filhos

É que o tempo não passa depressa, ele voa!

21.09.19, Ana Fagundes Lourenço

Ninguém nos prepara para isto, ninguém. Engravidamos e ouvimos aquela conversa sobre o estado de graça e purpurinas e afins. Esquecem-se dos (muitos) quilos a mais, dos pés inchados, das alterações de humor e das noites mal dormidas.

Sobrevives à gravidez. O último mês tem 390 dias e, mesmo sabendo que vais ter dores, ficas feliz quando entras em trabalho de parto. Nasce a criança e ficas numa espécie de primeiro amor, aquele que nunca se esquece! Depois vem a vida e dá-te um estalo na tromba: Medo, ansiedade, noites mal dormidas (ando nisto há 3 anos), cansaço acumulado e muito mau humor. 

Passas alguns meses em casa com o rebento e quase desesperas: Quem pensa que estar em casa com um bebé é fácil, não sabe do que fala. O simples facto de estares todo o dia a limpar rabos, a dar biberão e a tentar um diálogo com um ser que não faz nada além de berrar, comer e dormir é muito MUITO complicado. Quando dava um saltinho fora de casa para ver pessoas da minha idade e ouvia "aproveita que a boa vida está quase a acabar" só me apetecia espetar um pontapé na cara da pessoa! Atenção, nunca cheguei a concretizar.

Mais uma vez vem a vida ensinar-te que isto não dura para sempre e, quando reparas, estás de volta ao trabalho. Das duas uma: Ou tens a sorte de deixar a tua filha aos cuidados de alguém em quem confias (um familiar, por exemplo), ou tens de aprender a confiar numa outra pessoa. Foi o nosso caso. Regressas ao trabalho com um sentimento agridoce: Por um lado, queres recuperar um pouco da tua essência - e quer queiramos, quer não, o trabalho é uma parte importante de nós - por outro ficas com o coração nas mãos e essa preocupação constante obriga-te a fazer um esforço hercúleo para seres minimamente eficiente num trabalho que antes fazias com uma perna às costas.

E tentas equilibrar as coisas: O trabalho, os filhos, o marido, os hobbies e dás em desespero. É muito fácil dizer que a mulher não morre com o nascimento do filho, mas executar é um bocadinho mais complicado, não é? É que o tempo não passa depressa, ele voa! E quando dás por ti, já passaram vários anos.

Já disse várias vezes que lamento não ter ficado mais tempo com a Mafalda. Fiquei aqueles 4 meses de licença de maternidade e depois regressei (o mês seguinte ficou para o pai integrá-la na ama). Foram vários os motivos, mas hoje percebo que nenhum deles era realmente válido. Fiz asneira, estou aqui para dar o corpo às balas.

Dizem que os conselhos não seriam gratuitos se realmente fossem bons. Mas dou o meu na mesma: Aproveita o teu filho! O tempo voa, os miúdos crescem depressa e nós temos de estar aqui para eles. Quanto ao teu trabalho, não te preocupes: Se morreres, substituem-te no dia seguinte.